Conto: Os Elos do Destino (por Gerson Machado de Avillez)

“Os homens falam sobre matar o tempo, enquanto o tempo serenamente os mata.” Dion Boucicalt A moral elevada da T.E.M.P.U.S. era regida sob a tutela da CEET, uma espécie de coordenadoria e corregedoria da agência transtemporal internacional da organização. Dizia-se comumente da transparência e imparcialidade presente no comitê regente, do qual o sigilo era pertinente […]

CONTO: O Jardineiro do Imperador (por Fernando Fontana)

Assim que adentrou a casa de chá, Okada Ichiro avistou sua proprietária e dirigiu-se até ela. Carregava o elmo em uma das mãos e trajava armadura completa, preta com detalhes em verde, as cores do Clã Okada. Os presentes se inclinaram e se afastaram em sinal de respeito, enquanto ele se aproximava de madame Keiko. […]

Contos: Jogo da Dominação (por Gerson Machado de Avillez)

“A ilusão é uma imperfeição que corrompe a mente.” Série Marco Polo Álvaro Whatchman era um mago da tecnologia, sempre tratava de criar novas ferramentas digitais, equipamentos e, posteriormente, mesmo jogos em sua empresa Interactive Future. Porém, a enigmática personalidade nutria a centelha da desconfiança em teóricos da conspiração que frequentemente apontavam ideias de uma […]

Conto: Pague-me outra garrafa que te digo o que vi (por Leon Nunes)

Você qué sabê quem eu vi naquele dia. Pois vô falar só se você me pagá mais uma. Tô aqui porque minha mulié me traiu e, porra, separo de mim, perdi a merda do meu emprego e agora tô bebendo meus último trocados furado. Cê não quer saber, né? Tá. Eu tava tomando outra desta […]

Passaporte para Magônia

por B. B. Jenitez Nicola Tesla morreu em sete de janeiro de 1943 mas ainda hoje somos surpreendidos por alguns de seus escritos, especialmente o que se convencionou chamar de seus “cadernos perdidos”, material revelado por biógrafos e historiadores a partir dos anos 2000. Aqui comentarei apenas seu caderno mais polêmico e curioso, apelidado por […]

Boneca Dendem, feliz quem a tem

de Tibor Moricz I O aguaceiro caiu com estardalhaço, lavando os telhados, enchendo as calhas e escorrendo para as ruas. Janelas e portas, todas fechadas enquanto a tempestade desabava. Boneca Dendem, feliz quem a tem, empurrou a cortina, espiando para fora. Paralelepípedos molhados, entremeados por uma grama rala e enfermiça. Fachadas espremidas umas contra as […]

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